“Deixe a porta aberta quando for saindo. Você vai chorando e eu fico sorrindo! Conte pras amigas que tudo foi mal! Nada aumenta a culpa de um marginal!”
— (Zé Ramalho)
“Eu me preocupava bastante com o que queria ser quando crescesse, quanto ganharia ou se me tornaria alguém importante. Às vezes, as coisas que você mais quer, não acontecem. E às vezes, as coisas que jamais esperaria, acontecem. Você encontra milhares de pessoas e nenhuma delas te tocam, e então encontra uma pessoa, e sua vida muda. Pra sempre.”
“Garotas de 16, 17, ou 18 anos, reclamando que nenhum cara as respeita, mas já transaram com vários, muitas vezes sem nem estar num relacionamento sério. Ligar a televisão numa quarta-feira às 21 horas e se deparar com uma personagem semi-nua seduzindo um outro comprometido (não sei o nome da personagem, só que os 15 minutos que eu já assisti dessa novela, essa moça já passou na mão de uns quatro). Eu tenho 17 anos, tenho pensamento crítico, mas e meninas de 12 anos? Sou obrigada a ficar horas no trânsito infernal de Belo Horizonte todo dia, e não raramente, sou obrigada a escutar a música daqueles rapazes que colocam funk no celular ou em caixas de som portáteis, e sabe oque se escuta? Homens ou jovens cantando refrões sobre como praticaram sexo com “novinhas” que no caso, são meninas menores de idade. Fico me perguntando oque um pai ou uma mãe acham de ver os filhos ouvindo esse tipo de coisa. Será que só eu vejo isso? Será que eu sou a única que me revolto sobre como as mulheres são tratadas nesse país? Não vivemos num país em que a mulher é livre, caso contrário não ia nos ser despejados casos e mais casos de crimes passionais. Certo dia eu estava em um ônibus, e ouvi uma mulher desesperada falando ao celular: “Eu fui à delegacia e não tinha ninguém pra me atender, eu não sei mais oque fazer, meu marido vai me matar” é nesse país que eu vivo? O país do desrespeito ao próximo, o país do jeitinho, o país do cada um por si. Reza a lenda que após a ditadura nós seríamos a nova potência mundial; emprestamos dinheiro ao FMI enquanto crianças estão nas favelas se tornando pequenos soldados do tráfico, fala-se em legalização da maconha, sim, claro; porque somos um país desenvolvido. Será que somos mesmo? Eu me pergunto em que país eu vivo. O país do samba, da tropicália, da MPB da Garota de Ipanema… ou será que eu vivo no país das vadias, da Lei Maria da Penha, do funk pornografia, de uma mulher que faz filme simulando sexo com criança e depois de anos aparece no programa de maior influência no país falando que é contra pedofilia. Não é possível que só eu esteja vendo algo errado por aqui. Vamos parar de fazer piada com tudo brasileiros e vamos reagir. Mulher não é vagabunda, criança não é soldado, maconha não é legal, e corrupção não é normal, É CRIME!”